A primeira lutava pelo fim da violência. Foi sequestrada. Mais de oito anos refém. Provavelmente violentada de fato, ainda tem pesadelos, dormindo ou acordada, dos momentos de sofrimento e humilhação. Foi resgatada e foi morar num outro país, o qual lutou pela sua liberdade. No seu país de origem, há uma lei que garante a vítimas de sequestro seis milhões de dinheiros de indenização. Ela pediu. Seu país a chamou de ingrata e de aproveitadora. Até a opinião pública torceu o nariz. Ela retirou o pedido.
A segunda era desconhecida no seu país, mas conhecida pelo resto do mundo. Convidou a todos para visitarem seu país e descobrirem a farsa que ele é. Convidou a todos a terem um salário lá. A pegarem as inúmeras filas para tudo. A utilizarem o transporte público imundo e sucateado. Tentaram calá-la. Com censura, depois com violência. Seu país tem uma armadilha paras as mães. Estas convivem a vida toda com um doloroso dilema: deixar seus filhos fugirem pro exterior ou deixá-los no país, sofrendo. Ela cria seu filho com tolerância e liberdade, algo que nunca teve na vida.
A terceira acabou de conseguir um bom emprego. Mas trabalhou muito tempo ganhando duzentos e oitenta dinheiros por mês. Fazendo comida cara e a servindo com um sorriso. Lavando banheiro sujo. Aguentando grosserias, piadas e gracinhas infames. Nesse seu novo emprego, será estagiária, ganhará quatrocentos dinheiros, terá tranquilidade e ambiente agradável. Na sua entrevista, uma resposta à pergunta “como você se vê daqui a seis meses” foi determinante na sua contratação. Disse que em seis meses ela pretende, com o dinheiro que economizar, estudar e se qualificar, para melhorar sua vida no futuro.
A quarta, quando pequena, viu sua família desmoronar. A mãe traía o pai. O pai a matou e anos depois, se matou. Hoje com cinqüenta anos, recebe pensão por seus pais terem sido funcionários públicos. Recebe cerca de treze mil dinheiros. Se casar, perde o direito à pensão. Nesses cinqüenta anos, viveu doze anos com um homem. E mais um tanto com outro. Tem uma filha e é uma bem sucedida atriz. Mais pela sua belza do que pelo talento. Vez por outra, revela sua personalidade preconceituosa, desrespeitando outros povos, fazendo apologia ao feminismo, ao machismo, misturando tudo isso com política.
Ingrid Betancourt é uma heroína real, do nosso tempo.
Yoani Sánchez é exemplo atual e terá milhões de seguidores.
Sandra Mara é lutadora que se vê muito hoje em dia.
A quarta é uma personagem.
* Contribuição de Cláudio Gula.
Maitê Proença
ResponderExcluirWenda, não sei como você consegue escrever o nome dela sem vomitar.
ResponderExcluirCurvo-me diante da sabedoria do meu marido. MUITO, mas MUITO, inúmeras vezes MUITO melhor que muito jornalista que vejo por aí. Aplausos.
ResponderExcluirP.S.: Sandra Mara é minha estagiária.
Irmão, beleza de Postagem hein cara!!! Bom... pedindo licença para minha amiga Raquel, (a mãe chorona do berçario) vou por no teu blog... de novo. Olha só: A 1ª é uma heroína, mas a sociedade dela é tão hipócrita que não dá e não deixa espaços para heróis, porque heróis, mais a frente no tempo, podem representar um perigo iminente. É mais fácil desistir e sobreviver do que morrer por eles... Legião Urbana cairia bem nesse assunto com um simples "Que País é Este". Ela (eles querendo ou não) é uma é heroína. Bom... A 2ª é uma versão feminina do Homem Aranha, vamos aos fatos: JJ Jameson é Fidel e ela a inimiga pública nº 1. Mas pro povão cubano, a amiga da vizinhança, tirando fotos e escrevendo a verdade. Fosse 30 anos atrás, talvez tivessem desaparecido com ela... sei lá. Confesso que, para escrever isto, fui pesquisar quem era Yoani Sánchez. Obrigado meu brother por acrescentar o pouco que tenho de cultura. A 3ª o que posso dizer? Nada. Ou melhor, apenas desejar sucesso e felicidades, pois pelo pouco que li, vai crescer como profissional e como pessoa cada vez mais. Que seja feliz.(mesmo sendo estagiária da Ra). Ahhhh, a 4ª com certeza é brasileira. Acho que no nosso País é mais fácil omitir situações do que progredir com a cara no vento. É chover no molhado, é trocar a famosa frase, para ela ficar assim escrita: "Mostra-me quem és que te direi quem sois!!??" Sei lá se é Maitê, Regina, Sonia, Patrícia ou Lucélia, ou alguma namoradinha do Brasil que já passou por aí, se existe ou se é ficção, o que me importa dizer é que com certeza existem várias destas dormindo com os lobos, todos os dias na República Federativa do Brasil. Abçs.
ResponderExcluirProgredir com a cara no vento é proibido pela CF, a Constituição Cidadã, como dizem os imbecis.
ResponderExcluirPode-se dizer que é uma cláusula pétrea... Então vamos dizer assim sobre esta parte do texto. "Quem põe a cara no vento,dá com os burros n'agua!?" Afinal, somos brasileiros e sem generalizar, desistimos "quase" sempre... Afinal de contas, não dá para competir com a democracia pétrea.
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