Trabalhei por cinco anos num lugar que era vizinho do Hospital do Câncer, na Aclimação, São Paulo. Frequentemente, tomava café e almoçava numa lanchonete em frente ao hospital. O lugar era muito bom, por isso lotava, e eu sempre reparava nos freqüentadores. Pois bem, foi nesse lugar que aprendi a olhar o câncer com o devido respeito.
Diariamente eu me deparava com pessoas com a doença, com explícitos sinais da quimioterapia. E também com seus acompanhantes, pais, mães, filhos, netos, amigos. Muitos vindos do interior em Kombis, e vans, da Prefeitura ou não. O semblante de todos, doentes e acompanhantes, é algo que comove, impressiona e nos faz exercitar a humildade e a bondade. Aquele olhar de quem está pensando em outra coisa e não no que está comendo. Aquele olhar distante, sereno, por vezes triste, por vezes esperançoso. Um sorriso forçado escapa. Uma cabeça baixa. Dividi balcão, mesa e filas com essas pessoas, e para mim era sempre uma experiência nova e rica. Por conta disso, passei a ajudar financeiramente algumas entidades, não só de câncer, mas de AIDS, orfanatos e asilos. Bem menos do que gostaria. O ponto onde quero chegar é que essa realidade que me foi apresentada me despertou para fazer algo útil, mínimo que seja.
José Alencar aparece em TV, rádio, internet e livraria como herói. Um lutador. Obviamente, sua luta e vontade comovem. Mas sua história não.
Fico indignado com tanto destaque para um cara que não fez nada de notável nesse País. Foi um empresário bem sucedido e rico. Só isso. Tão rico que pode pagar do próprio bolso sua conta no hospital, rejeitando o dinheiro da União. O nosso dinheiro. Se ajudou alguém? Acredito que sim. É o mínimo que se espera de alguém com privilegiada condição financeira.
E o mais podre é o tipo de jornalismo inútil, que não desperta nada nas pessoas além de dó. A mídia raramente faz uma reportagem sobre pessoas comuns, na maioria, sem condições, que lutam contra o câncer. Não só os doentes. Os parentes, amigos, médicos, Ongs, voluntários. E são muitos. Esses sim são os heróis. Não esse cara.
A morte lhe cairia muito bem.
Concordo 100% em tudo!!!
ResponderExcluirAinda permaneço comendo diariamente neste restaurante, meu amigo, e digo-lhe todos ali são mais guerreiros e mais corajosos que todos nós!!!
Vemos tanta luxúria e vaidade nas pessoas, tanta mesquice ... Essas pessoas não sabem valorizar a vida nem a delas, nem a dos outros ...
Thiago Ferracioli
Pois é irmão, vamos seguindo a vida, tentando tranformar as pessoas e tentando nos transformar.
ResponderExcluirAbraço pra ti e pra Grazi.
Vai a merda os 02. Eros!!! Se transforma em Flor! Viva o Alem... car. Viva o PT. Ele e o Puta me deixaram presentão para 2011.. Quase 12% de aumento de aluguel (IGP-M). Quem tem que sumir não some,fica na mídia.
ResponderExcluirOs últimos anos do Alencar parecem um filme. Ele protagoniza o Jason encarnado do PT. Essa mídia de bosta é o Diretor do Filme. O Lula é o contra regra, A merda do PT (Ator coadjuvante) é o câncer intestinal que ele carrega internamente e nós, somos os pagantes tributários deste Show de Horrores. Só falta a Amy Wainelixotan visitá-lo e sair do Hospital com ele, empurrando a cadeira de rodas.
ResponderExcluirAmy empurrando o Alencar é uma cena engraçada de se imaginar. Ela trupica e derruba o véio da cadeira de rodas, e ele morre de traumatismo craniano.
ResponderExcluirNossa, o câncer dele ia ficar puto...
Muito bom,
ResponderExcluirParabéns
abs
Daniel
Enfim, a Amy veio, tomou chá, não agradou ninguém, não puxou o saco de ninguém, não empurrou a cadeira do Além...car. Conclusão... o véio ainda tá respirando. Tem algo de podre no reino das águas claras, agora poluídas pela hipocrisia das alianças governistas. Se o Além...car tivesse uma mulher como o atual vice Michel Temeroso tem, já tinha desencarnado de tanto usar a pílula azul e a camisa do Azulão.
ResponderExcluir... e nem ia reclamar do câncer, nem sofrer, nem ir pra mídia, nem servir pra porra nenhuma. Aliás, nunca serviu. A importância de um VICE, O nosso atual vice está lá porque a base de governo foi apoiada pelo PMDB, OU ERA ISSO, OU NADA, o vice mundial de F-1 é um espanhol talentoso e fresco, o vice mundial da FIFA é africano, o vice-presidente dos EUA nem aparece, o Vice governador do Rio, tá debaixo da lama. Ser vice deveria ser adjetivo de 0 a esquerda.
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